4 de agosto de 2010

Vida Política

Dias atras me perguntaram “por quê política?”. Boa pergunta. Quem hoje em dia em sã consciência (perdoem-me o chavão) ousaria entrar para esse mundo lotado de blefes ideológicos, pseudodefensores do bem social, falsos líderes, enfim, toda uma sorte de canalhas e ordinários, dotados do maior poder de todos, o voto? Respondi, quase ingenuamente, que política gera uma discussão melhor que o futebol. Política influencia na vida das pessoas, ou seja, na minha vida, que é o que interessa (perdoem-me novamente, agora, por assumir o meu egoísmo, coisa rara de ser vista). Pensando bem, futebol não influencia na vida das pessoas (‘vida das pessoas’ vai virar outro chavão, estou ficando com medo)? Durante a copa do mundo, levei um bofetão da realidade a cada dia! Minha liberdade de ir e vir estava restringida quando havia jogo de esta ou aquela seleção. Dependendo da fase da copa, seria arriscado até sair de casa. Há influência maior, na ‘vida das pessoas’ (vou resumir esse neochavão por VDP, ótimo!)? Há, sim. Pessoas engravatadas em ternos obscenamente caros, cercadas de baba-ovos de opinião volátil, andando em carrões blindados contra a opinião pública (outro chavão), tudo financiado por dinheiro alheio, debatendo pseudoproblemas sociais, fazendo lobby fingindo não fazê-lo, são quem mandam nas pessoas. São eles que escrevem o livro da VDP (Vida Das Pesoas). Claro, sem citar as noitadas regadas a muito vinho estrangeiro, uísque estrangeiro, bebidas-que-nem-sei-o-nome estrangeiras, maconha estrangeira (colombiana, mas ainda assim, estrangeira), prostitutas estrangeiras (poderia muito bem ser né? Mas isso eu não sei... E se fossem nacionais, não diminuiria o problema). É em ocasiões assim que a VDP é debatida. O Congresso Nacional não passa de um cenário muito caro, imaginado por um megalômano metido a pós-moderno, mas que só fez trocar o problema de lugar. Imagine como seria interessante, o Sarney no meio do tiroteio nas favelas do Rio de Janeiro (onde, para quem não sabe, funcionava a ‘Brasília’ de 60 anos atrás)? Imaginou? Imagine robertos jeffersons, temers, paulos pimentas, josés dirceus, pallocis, dilmas (esta em especial), lutando (entendeu?) corpo a corpo com os traficantes, muitos deles, cabos eleitorais dos nossos redatores e roteiristas da VDP. Só sei que lamento pelas pessoas que se pensam livres. Não passam de marionetes.

2 comentários:

Luís Gustavo Machado disse...

A política está presente na vida todos. Ela serve para organizar as relações no trabalho, na faculdade, na escola, no local onde moramos, com a família, entre os amigos etc. As pessoas acham que política está relacionada somente a partidos e poder público.

Luís Gustavo Machado disse...

Mesmo diante de tantos casos de corrupção, incompetência administrativa, irresponsabilidade com o dinheiro público e outras distorções, acredito que devamos encarar a política partidária como instrumento para transformações sociais. Fortalecer partidos por meio de práticas programáticas é o desafio dos que acreditam e defendem o verdadeiro papel da política na sociedade.